Capitulo 11.
Depois do sucesso do vibrador, eu estava adorando nossa nova fase. Claro, eu trabalhava, cuidava do meu filho, Keddy também trabalhava, tínhamos nossa vida social, familiar, profissional, mas o ingrediente surpresa era esse paralelo onde nossa relação se tornava totalmente diferente e interessante. Eu sempre ouvia as pessoas falando que seus namoros ou casamentos era um ciuminho, briguinha, sexozinho arroz-com-feijão, maridos gordos que só pensam em futebol, mulheres que deixaram de se cuidar, as mesmas coisas de sempre e eu tinha que disfarçar enquanto meu casamento era repleto de emoções, adrenalina, muito amor e orgasmo, alem de que mesmo com dez anos de convivência não relaxávamos na aparência, tanto eu como Keddy tínhamos nossos abdomens trincados, corpo de atleta.
Santiago estava finalmente de ferias e mandamos ele para uma viagem na casa dos pais de Keddy em Fortaleza. Ja falei anteriormente o quanto ela era ciumenta, mas dessa vez ela realmente estava com raiva. Saí de casa dizendo que ia treinar ( sim, também sou atleta. Não de futebol, mas de Rugby), mas na verdade eu havia ido para outro lugar. Quando cheguei em casa vi alguns copos na sala e uma garrafa de Whisky, ate pensei que havia mais alguém na casa, mas Keddy havia bebido sozinha. Chamei por ela, a procurei pelos cômodos e cheguei a pensar que ela havia saído, quando ouvi seu celular tocar no escritório e fui ate la. E la estava ela, sentada olhando pra janela, seu celular tocava insistentemente.
- Amor, você não vai atender?
Sem resposta, ela apenas me olhou. Me aproximei para abraça-la mas ela me evitou.
- Onde você estava?
Tremi na base. Tudo se complica quando você não sabe se fala a verdade ou sustenta a mentira.
- Amor seu celular ta tocando
- FODA-SE! Você disse que ia treinar, pra onde você foi?
- Ok, eu não fui treinar, senhora Keddy!
- Disso eu sei. Você esqueceu a chuteira, fui levar pra você, mas não estava la. Fiquei aguardando, mas você não apareceu, agora responda pra onde foi e porque mentiu.
- Senhora Keddy eu fui ao shopping com a Grazzy, pegamos um cinema e lanchamos.
- Puta que pariu, porque não me avisou? Fiquei la que nem otária esperando você, todo mundo me olhando. Você mentiu pra mim, sabe o quanto eu odeio isso!
Falou isso enquanto derrubava tudo de cima da mesa. Silencio reinou entre nos.
- Vou apanhar por isso?
- Nao. Vou sair, caminhar um pouco. Fique em casa.
- Onde você vai?
- Na praça.
- Na praça?
- Sim, ao contrario de você eu não minto!
Quando ela saiu, limpei toda a bagunça e aos poucos a ficha foi caindo. Fiquei deitada na cama e a sensação de culpa, de remorso pesava sobre minha cabeça, imaginei uma maneira de pedir desculpas, mas nada aliviava aquela sensação. Quando Keddy chegou, se deitou ao meu lado e ficou quieta.
- Senhora...
- Sim
- Quero me desculpar, mas não sei como... estou triste, me arrependo tanto...
- Reconhecer que errou é o primeiro passo, Chaves. E me chame de Keddy ou amor, nesse momento não sou sua dona, mas sua esposa. Você me magoou como mulher e não como dona, não confunda as coisas. Olhe para mim
- Nao posso, estou com vergonha.
- Nao precisa ter vergonha.
- Me perdoa, eu me sinto tao mal. Eu agi de forma tao idiota. É que pensei que você não iria me deixar ir e eu queria tanto ir, eu deveria ter pelo menos tentado ti falar, mas... ah poxa me perdoa eu não sei o que dizer e nem o que fazer, mas eu to muito arrependida, muito mesmo!
- tudo bem, chaves. Eu ti amo, esta desculpada, mas não faça mais isso. Isso machuca, eu nunca menti pra você. Agora quero que você conheça mais sobre o BDSM, amplie seus horizontes. Também queria fazer alguns testes com você, ti levar ao seu limite.
- Como assim?
- Você descobrira em breve, meu anjo
Seu celular voltou a tocar. Ela atendeu: "fala cara! Ta tudo certo ate agora, mais tarde ti ligo pra confirmar, ate mais."
Desligou. Me beijou e me fez carinho. Keddy pediu que eu me arrumasse pra sairmos e me levou a uma feira BDSM. La, tinha uma multidão de pessoas, com roupas e fantasias de todos os tipos, alguns usavam mascaras, vi alguns PetPlays que são pessoas caracterizadas de animais (cachorro, raposa, gatinho, coelhinho, lobinhas, etc), também vi AgePlays que é quando o sub finge ter uma idade e o dominador uma outra idade, vi pessoas usando uns colares diferentes chamados popularmente de coleira. Keddy me explicou que a coleira é absolutamente normal no meio BDSM e simboliza o contrato com aquela pessoa, é como se fosse uma aliança. Keddy comprou alguns acessórios como plugs, chicotes, entre outros, também vi alguns podolatras e fiquei impressionada. Quando saímos de la fomos a uma lanchonete por volta das 18 horas. Eu estava fascinada com tudo que vi, no mundo BDSM a imaginação não tem limite e as pessoas fazem tudo para o seu prazer sem medo. Então fomos pra casa. Mais uma vez, alguém estava ligando para Keddy, ela atendeu e disse que ele poderia ir e levar a menina, mas eu não sabia quem era e nem do que se tratava. Keddy escolheu uma roupa no guarda roupas e me deu pra vestir um short curto que eu não usava a seculos e uma camiseta branca, escolheu também as sandálias e pediu que eu usasse isso para receber as visitas, apenas obedeci. Ela me explicou que eles eram pessoas do meio BDSM e que eu deveria agir como escrava na presença delas, confiar totalmente nela e fazer tudo que ela mandasse. Eu não conhecia aquelas pessoas, mas Keddy, parecia bem intima deles. Era uma mulher muito linda de nome Hezel, com um corpo escultural e um homem muito bem vestido de boa aparência, que se chamava Jotta, eles eram casados. Eles não se viam a cerca de dois anos, Keddy pediu que eu trouxesse uma bebida a eles e assim fiz, entretanto ela não me deixou beber junto. Fiquei no sofá fazendo companhia a ela, foi quando as conversas começaram a ficar estranhas e nada agradáveis.
- Você continua linda Hezel, cada dia mais. Lembro dos velhos tempos eu, você, o Jotta.
- Você faz falta Keddy, nossas aventuras, sair pra beber, conversar, se aventurar por ai. Muitas historias. - Disse Jotta
- é meu parceiro, se sou o que sou, devo tudo a você! Me apresentou o mundo que estava dentro de mim e eu não sabia. Chaves, esse casal representa muito na minha vida, eles tem mais tempo de casados que a gente, aprendi muitas coisas com esses dois. Me lembro daquela vez que fomos pra aquele motel vagabundo, o lugar era uma droga, mas a noite valeu a pena.
Olhei para Keddy achando que só podia ser algum tipo de piada, mas ela continuou falando.
- Acho que você deveria aprender algumas coisas com a Hezel, Chaveirinho! Olhe bem pra Hezel, ela é linda não é mesmo? Cada curva, você deveria treinar mais pra ficar assim.
- Como é que eh? - respondi irritada
- Va buscar Whisky pra nos vá, Chaves!
Então fui la buscar a bebida, estava muito chateada com tudo aquilo que Keddy estava dizendo, sinceramente não estava nem acreditando no que ouvi.
- Pq não trouxe na bandeja? Temos visita, volte e traga na bandeja
Aquilo tudo estava me incomodando muito, Keddy estava ficando louca e eu tentava ao máximo disfarçar e manter as aparências para não acabar surtando na frente das visitas. Voltei e trouxe a bebida na bandeja, entreguei a eles.
- Chaves, esse Whisky não esta como eu gosto! Traga a dose corretamente.
Falou isso enquanto derramava o Whisky no chão. Sem dizer nada apenas joguei a bandeja no chão e sai com raiva. Keddy foi atras de mim me agarrou pelo braço na cozinha.
- você ta louca? Que rebeldia é essa? Quem errou foi você, só pedi para que corrigisse, não me faça vergonha, senão você vai se arrepender, volte la e faça tudo como mandei.
Me acalmei, servi uma nova dose a Keddy e limpei o chão. Enquanto isso, eles conversavam e riam, entretanto Hezel estava quieta. Keddy então pediu que eu me aproximasse dela e me abaixasse, sem pensar atendi a sua ordem, daí ela colocou sua mão perto do meu rosto e pediu que eu chupasse seus dedos, timidez tomou conta de mim por inteiro mas eu fiz como ela mandou, ou pelo menos tentei.
- Ok, chaves, pare! Agora veja como a Hezel faz e aprenda.
Hezel fez a mesma coisas nas mãos do dono dela, minha chateação estava a nível hard. Keddy pediu que eu fizesse novamente isso, por um instante eu queria jogar tudo pro ar, mas odeio ser subestimada e tenho um alto nível competitivo, daí comecei a enxergar aquilo como algo pessoal e então novamente chupei seus dedos dando o meu melhor.
- Keddy, sua mulher é muito linda! Nos devíamos voltar aos velhos tempos e fazer uma troca o que você acha?
Keddy riu diante da proposta de Jotta. Eu me senti meio estranha, mas continuei chupando e Hezel também estava fazendo o mesmo. De onde estava sentado, Jotta passou a mão em meu cabelo e a deslizou sobre meu corpo. Eu olhei pra Keddy, esperando uma atitude dela, mas em vão. Depois de alguns minutos ele fez novamente a mesma coisa dessa vez apalpando meu bumbum. Dai tirei a mão dele e novamente olhei pra Keddy, mas ela não tomava nenhuma atitude. Então Jotta pediu que eu fosse ate mais perto dele. Keddy balançou a cabeça para que eu obedecesse, lembrei que ela pediu pra eu confiar nela e fui. Então ele deslizou as mãos em meu abdômen, pernas e bumbum, meus olhos encheram de lagrimas e eu estava tremendo. Keddy deu um sorriso irônico e pediu que ele parasse, e ainda disse que a proposta de fazer uma troca de casais era interessante. Dai ela chamou Hezel para perto dela, a essa altura eu já estava surtando, então Keddy se levantou, virou Hezel de costas, beijou o pescoço dela e ainda passou a mão em seus ombros e depois beijou sua mão.
- Você ainda tem o mesmo cheiro agradável, Hezel!
Nao me contive, ciumes a mil, então empurrei Hezel e ela caiu sentada no sofá e Keddy me segurou antes que eu pudesse pensar em ir pra cima dela.
- Tem aguem precisando de disciplina.
Disse Jotta sorrindo. Keddy me pegou no braço com força, me arrastou para a parede e me encostou nela, colocou suas mãos na parede de forma que eu ficasse entre elas, sem escapatória. Ela me olhou com seus olhos castanhos claros, me encarando profundamente. Meu coração já estava na garganta de tao nervosa que eu estava, ela me virou de costas e meteu a mão entre minhas pernas pressionando minha boceta. A vergonha tomava conta de mim por ela estar me tocando na frente de outras pessoas mas ao mesmo tempo eu estava ficando molhada, então ela passou a língua em minha nuca, deu uma palmada em meu bumbum e se afastou. Fui para o quarto e fiquei la ate as visitas irem embora. Quando Keddy chegou no quarto eu estava ajoelhada com o cinto na mão, ela se aproximou e eu entreguei a ela implorando que ela me castigasse por tudo que eu havia feito o dia todo: menti, perdi a cabeça, desobedeci. A ficha caiu e eu me arrependi de tudo que havia feito, conclui que eu precisava de disciplina, eu desejava me submeter a ela, mas nesse dia eu havia totalmente metido os pés pelas mãos. Keddy então estralou o cinto em minhas costas duas vezes e eu cai no choro não pela dor mas por tudo que eu havia feito, me culpei e achei que eu não merecia prazer, mas sim disciplina.
então ela se ajoelhou ao meu lado e me abraçou, deitei minha cabeça sobre seus ombros e e ela me fez carinho.
- Você tem sido uma submissa perfeita! Embora tudo que aconteceu hoje,você é dedicada, tudo que aconteceu naquela sala foi combinado entre mim e o Jotta, nós não iriamos passar dos limites, mas queríamos levar você ao seu limite. Eu queria testar se você confiava em mim, sua disposição para me servir e sua inclinação ao BDSM mesmo quando o prazer é apenas meu e não seu. Apesar de você ter empurrado a Hezel, e algumas vezes ter relutado, você se esforçou para me obedecer, mesmo se sentindo mal e não gostando você tentou fazer as coisas certas como mandei e agora eu chego aqui e você pede por disciplina em plena consciência e entrega total de si mesma. Então comprei isso que sera nossa coleira, alem da sua aliança no dedo, também vai usar essa pulseirinha que simbolizara o nosso contrato, já que eu não posso ti dar uma coleira de verdade por causa do seu treino, trabalho e do nosso filho. Parabéns meu anjo, você é uma submissa sensacional.
Eu fiquei quieta diante de tudo isso, eu estava triste e feliz ao mesmo tempo, triste porque ainda tinha remorso de tudo que fiz e feliz por ela ter me dado a coleira em forma de pulseira, mas que estava valendo. Então nos deitamos na cama, Keddy colocou um filme e ficamos assistindo abraçadinhas.








