segunda-feira, 29 de junho de 2015

Desenrolando 50 Tons de Cinza - O Filme

O Filme que bateu recorde de bilheteria....

50 Tons de Cinza, tinha como tema principal o SadoMasoquismo, onde ele descrevia alguns detalhes de quem tem esse privilegio de ser um dominador ou um submisso. 


um pouco sobre a Autora

E L James é ex-executiva de TV e mora em Londres. Casada e com dois filhos, desde pequena sonhava em escrever histórias pelas quais os leitores se apaixonassem, mas adiou esses sonhos para se concentrar na família e na carreira. Quando finalmente arranjou coragem para escrever, pôs no papel seu primeiro romance, Cinquenta tons de cinza. Na sequência, publicou os outros dois livros da série, Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade, completando a trilogia que se tornou o maior fenômeno editorial dos últimos anos.

Personagens

Anastasia Steele é jovem e inocente. Aos vinte e um anos, nunca teve um namorado. Estudante de Literatura Inglesa na WSU de Vancouver, Ana trabalha meio período numa loja de material de construção e divide um apartamento próximo ao campus da universidade com Katherine Kavanagh, sua melhor amiga.

Christian Grey é misterioso, bonito e bem-sucedido. Com menos de trinta anos, o CEO e fundador da Grey Enterprises Holdings comanda um negócio multimilionário e possui uma imensa fortuna. Reservado e atraente, é um homem de hobbies caros e comportamento extremamente controlador.

DESENROLANDO...

O filme fala bastante sobre como é a vida de um dominador. ele é uma pessoa como outra qualquer, trabalha, tem vida social, etc, mas Christian tem um diferencial na sua vida, algo que é como uma marca unica e exclusiva que é a arte da dominação. Ele é um dominador por natureza e como um bom dominador Christian é organizado. tudo na mais perfeita ordem: roupas, gravatas, sapatos, etc.
Uma outra caracteristica de Christian é proteção. Em uma cena na boate, Christian empurrou um amigo de Steele que estava tentando força-lhe um beijo e na sequencia quando ele leva Steele pra casa, ele cuida dela sem aproveitar-se da situação. A terceira caracteristica de um dominador que o filme retrata bem é importar-se com o parceiro, o Sr Gray, da toda atenção e se importa com coisas que são importantes para sua submissa como por exemplo, cuidar do nootbook que era uma ferramenta importante para Steele e uma outra cena quando ele bate com cinto em Anastasia logo depois, ele busca cuidar dela, ou seja, nao se trata de bater e deixar pra la, é uma relação intensa que tambem significa atenção principalmente da parte do dominador. Uma outra caracteristica de um dominador é quando Steele pergunta quantas mulheres ja esteve com Gray e ele responde firmemente: - Ao todo 15. Christian nao sai com qualquer mulher, ele procura aquelas que possam se adequar ao seu modo de vida, pois dominando uma vez, dominara sempre, romances "normais" nao se encaixam ao estilo de vida BDSM de Christian. e a caracteristica que eu considero mais importante que a autora descreve é a dedicação. Sendo Gray rico, e podendo ter mil mulheres ao seu dispor, ele se dedica a sua submissa e somente a ela. ele deixa claro que jamais trocaria ela por ninguem, afinal ele sabe que se traisse a submissa, no maximo ele iria encontrar por ai apenas um sexo tradicional o que esta longe do seu estilo de vida. Gray tem outra caracteristica de dominação espetacular e que deixou as mulheres que assistiram ao filme, desejando ter um desses em casa: alem de cuidar do seu corpo, do seu fisico, Gray é um homem cavalheiro, espontaneo e de muita atitude... Geralmente um dominador é alguem de muita atitude,como por exemplo proporcionar momentos romanticos a Steele ou enviar a ela livros de literatura ja que ela se interessava por isso. Uma outra caracteristica muito boa em Gray é que ele tem pegada que é uma coisa realmente fundamental para que o sexo nao seja sempre a mesma coisa. 
Muitas pessoas foram ao cinema imaginando que o filme seria de espancamento, e que Christian passaria o filme inteiro batendo e tranzando com Anastasia, o que é uma ideia erronea, pois um relacionamento SadoMasoquista esta muito alem disso e pode ser realmente uma experiencia surpreendente. Vale a pena experimentar!

Livros Para Download

  • Trilogia 50 Tons:

50 tons de Cinza


50 Tons Mais escuros


50 Tons de Liberdade




BDSM - Estilo de vida, não um hobby







Conto 12


Era uma vez um casal Adda e Day que tinha duas filhas
Néia que era o orgulho dos pais por estar se formando em enfermagem e Chaveirinho que era a caçula, tinha 17 anos e estava no 3º ano do ensino médio. Chaveirinho se cortava e não tinha amigos, vivia em um mundo só dela, era sempre calada e quieta, seu passatempo preferido era calcular além de olhar as estrelas pelo telescópio que ganhou da sua mãe de aniversario aos 15 anos. Na casa dessa família também morava um rapaz que era esposo de Néia. Eles eram casados a um ano e moravam na casa dos pais de Néia enquanto o apartamento – que nunca ficava pronto – estava em reforma. Mas isso não representava um problema, já que Adda e Day gostavam do rapaz, ele era um cara bonito, estudioso e estava fazendo residência em medicina seu nome era Allan.
- E ai garotinha já contou quantas estrelas existem no céu? Sua professora chamou eu e sua mãe mais uma vez e falou que está preocupada porque você não sai no intervalo para interagir com os colegas fica o tempo todo lendo ou fazendo cálculos. Falou que você tirou nove e meio em ciências e chorou pois não admitia o pequeno erro que cometeu e eu vou ti levar a um psiquiatra, vc é uma lunática! – Falou Adda.
-  Filha sua professora disse que vc já passou de ano pois já atingiu todas as medias em todas as disciplinas e se quiser não precisa mais ir à escola. Você me dá muito orgulho mas estou preocupada com você. Você não gostaria de ir a um psicólogo conversar um pouco, falar sobre o que sente etc? Seria bom – Completa Day.
Chaveirinho não fala absolutamente nada, como já era de se esperar, simplesmente sai e vai para o quarto. Ela vivia em um mundo só seu, era raro ouvir sua voz ou ver seu sorriso, ela não tinha amigos, a única pessoa com quem ela ainda conversava era sua irmã.

No dia seguinte, Néia estava na faculdade, Adda e Day tinham ido às compras, Chaveirinho estava tirando uma soneca após o almoço como de costume. De repente um arrepio toma conta do corpo de Chaveirinho e a garotinha instantaneamente acorda, abre os olhos e logo alguém coloca a mão em sua boca afim de que ela não expressasse reação. Seu cunhado, estava tocando a garotinha de leve e contemplando seu corpo enquanto ela dormia. Ele passava suavemente as pontas dos dedos em seus seios sobre a roupa e sussurrava em seus ouvidos o quanto ela era linda e ele a desejava. Levantou a blusa dela de leve, passou a mao em sua barriga devagar, contemplando as curvas até que tocou os seios dela ali por baixo da blusa mesmo, apertou-os. A garotinha tentava se sair mas era inútil. Ele prendia ela e a ameaçava, caso ela reagisse. Repetidas vezes ele falava que ela ainda seria dele. Até que se ouve as vozes de Day e Adda conversando lá em baixo, elas tinham acabado de chegar, Allan sai do quarto de Chaveirinho e corre para o seu, tranca-se devagar. O quarto de Chaveirinho não tem chaves para que ela também pudesse se trancar, já que seus pais tiraram a chave por acharem que ela tinha problemas, tinham medo que ela fizesse mal a ela mesma. Isso não é a primeira e nem a segunda vez que acontecia, desde que ele se mudou para a casa dos pais de Néia, em pouco tempo começou a mexer com a pequena.
Logo mais a noite, Néia chega da faculdade e vai até a irmã, que estava olhando as estrelas em seu quarto pelo telescópio.
- Posso entrar mana?
- Pode sim.
- Ta tudo bem? Como foi seu dia?
- To bem e vc? Meu dia foi normal.
- Mana, mãe falou que sua professora disse que vc já atingiu todas as medias de todas as disciplinas é verdade?
- Sim. E... Quero ti mostrar algo, mas a mãe e o pai não sabem. Tive medo de contar.
- O que maninha?
- Eu participei da Olimpíada Brasileira de Física e Astronomia e, bem, fui campeã. Mas por favor não pensa que sou nerd ou retardada.
- Mana, vc é um gênio! Caracas que orgulho!!! Se eu pudesse voltar ao tempo do ensino médio eu com certeza ia querer ser como você.
- Eu, pretendo participar das olimpíadas de Matemática e Química, mas não sei se consigo.
- Claro que consegue! Olha só, se você fizer e for medalha de ouro, prata ou bronze eu juro que ti dou um presentão!!! Agora eu acho que você deveria falar pro pai e pra mãe essa sua conquista.
- Não mana, eles só vão ficar mais preocupados e achar que eu sou algum tipo de nerd.
Os dias se passam, novamente Chaveirinho está sozinha em casa, dessa vez na cozinha. Alguém chega. É Allan. Ele se senta no sofá da sala. Chaveirinho passa e o vê, eles se olham:
- Kd minha sogra?
- A minha mãe está no quarto dela. – Responde Chaveirinho para fazê-lo pensar que há mais gente em casa além dos dois.
Ela corre e vai pro seu quarto, fica rezando, desesperada para que ele não descubra a mentira. Entretanto, o plano de Chaveirinho não dura muito e logo é descoberta. Ele invade o quarto da moça e começa novamente a passar a mão nos seios dela. Chaveirinho que estava deitada na cama, se vira de bruços na tentativa de que ele parasse de tocar em seus seios. Então ele começa a tocar no bumbum da garotinha e mete a mão entre as pernas dela, fica apertando e acariciando suas partes intimas enquanto ela implora pra que ele pare.
- Ora Chaveirinho, você é a menina mais linda que eu já vi em toda minha vida. Deixa eu ti fazer mulher! – Repetia ele algumas vezes.
- a minha irmã ti ama, para com isso! Eu não gosto disso! Sai daqui!
Ele vira Chaveirinho de uma vez e tira-lhe a blusa começa a passar a língua em seus seios enquanto toca em suas partes intimas. Faz isso durante uns minutos e sai. A pequena então vai até o banheiro e começa a se cortar em surto de pânico, nervosismo, ódio e vários outros sentimentos misturados pela situação que estava passando.

Day chega do trabalho e encontra a filha usando blusa e mangas longas em seu quarto olhando as estrelas.
- Filha, está calor, pq vc está usando essa blusa de manga longa?
Chaveirinho permanece calada.
- Olha eu espero que não seja o que estou pensando! Deixa eu ver seus pulsos!
Chaveirinho não diz uma palavra, mas coloca os braços pra trás na tentativa que a mãe não descubra as marcas dos cortes. Day puxa a menina e pega em seu braço, suspende a manga da blusa da garota e vê as marcas dos cortes.
- Mas que droga!!! Olha o que você fez. Já conversamos sobre isso! Você se cortou de novo! Como vc comete tamanha burrice? – Chaveirinho permanece em silencio ouvindo o sermão da mãe – O que houve com você? Pq vc se cortou? Fala!
A garotinha fica em silencio apenas com a cabeça baixa.
- Eu estou esperando uma resposta Chaveirinho! Pq vc se cortou de novo??? Quer chamar a atenção, é isso? Se for pois conseguiu, minha paciência esgotou!
Day começa a bater na filha demonstrando todo seu desespero, mesmo apanhando Chaveirinho permanece calada, apenas chora. Ela não acredita que sua mãe está fazendo aquilo com ela, a que ponto chegaram, violência... Day sai de lá transtornada, vai pro quarto e começa a chorar, Adda chega e vê a esposa naquela situação:
- Amor, você está chorando minha vida, o que aconteceu?
- Adda, eu... eu bati na nossa filha Adda, eu bati nela... Não foi pq eu kis, quando eu vi eu já estava fazendo aquilo. Adda eu não aguento mais isso!
- Amor você chegou a esse ponto? O que ela fez de tão grave pra você fazer isso? Amor nos combinamos que não usaríamos de violência com nossos filhos, lembra?
- Eu sei mas é que ela se cortou de novo Adda. Ela se cortou! Adda, eu perdi a noção das coisas, fiquei tão desesperada ao ver os cortes, eu perguntei o que aconteceu mas ela não disse então eu acabei batendo nela. Fui precipitada eu sei mas, eu n sei o que fazer, me ajuda!
- calma amor, vai ficar tudo bem. Eu vou conversar com ela depois e você também vai e nós vamos nos desculpar e ver como lidar com essa situação! Mas agora vamos deixar a poeira baixar, é o melhor que temos a fazer.
Dois dias depois, mais uma vez Chaveirinho e Allan encontram-se sozinhos em casa. Ela está na sala jogando videogame, ele está bebendo uísque e observando-a de longe. De repente ele se senta ao lado dela, ela se afasta, ele fasta, ela sai e ele vai atrás. Agarra ela por trás e mais uma vez desliza a mão nos seios da menina.
- Me larga! Sai!
- Engraçado, Você não fala com seu pai, não fala com a sua mãe, não tem amigos, chega a ser até irônico quando ouço sua voz...
- Me solta! Eu vou falar pra minha mãe!

- Falar pra sua mãe? Faz-me rir! Você acha mesmo que ela vai acreditar em... como é mesmo aquela palavra que seu pai ti chama? Lunática! Acha que ela vai acreditar em uma lunática? No mínimo ela vai ti perguntar se você viu isso nas estrelas! Vai em frente! Conta pro seu pai e pra sua mãe que ai elas mandam internar você de vez! Olha pra você, a menina dos números e dos astros até ganhou Olimpíada de Física e sei la mais o que, vc se corta, vc quase não fala, não tem amigos, não tem vida social, vive trancada em seu mundinho e eu, bem, eu sou um médico, sou um bom rapaz seus pais me adoram, sua irmã me ama, sim ela me ama e é feliz comigo. Já percebeu que todo mundo é feliz e que você é o único problema dessa família?
Chaveirinho se solta e corre, Allan vai atrás dela e a alcança arrasta ela até o quarto e a joga na cama. Allan tira a roupa da garotinha e a manda ficar quieta.
- Chaveirinho não adianta, seus pais não vão acreditar em você. E se vc contar e mesmo sabendo que vc é uma retardada, eles acreditarem, eu acabo com a sua irmã, a escolha é sua, agora fique quietinha senão vai ser pior pra vc, não vai doer nadinha!
Ele começa a lamber os seios da pequena e enfia um dedo em sua vagina com força. Ela se mantem quieta e apenas chora, ele então tira o pênis pra fora e introduz na menina que até então era virgem. Ele coloca devagar empurra até o final, ela chora pede para parar então ele começa a movimentar. Os olhos de Allan estão pequenos e apertados demonstrando o tamanho do desejo que estava sentindo por ela. Ao termino, ele se veste e sai, ela fica lá chorando.
Algumas horas depois Adda chega e vai onde a filha, a pequena está chorando.
- Filha? Pq você está chorando?
Silencio...
- Filha, sou seu pai, fala comigo, me conta o que houve!
Chaveirinho abraça o pai bem forte e chora em seus ombros. Contudo, ela não fala ao pai o que aconteceu, permanece calada.
- Filha, eu não sei o que esta acontecendo com você, mas saiba que eu e sua mãe vamos te ajudar em tudo que você precisar! A gente nunca vai ti julgar, nem ti abandonar somos seus pais, te amamos! Entendo que talvez você não queira nos contar o que esta havendo, mas quando estiver pronta, nos procure, estaremos sempre prontos pra ti ouvir!
Dois dias depois do ocorrido, já é a noite e Allan pega as malas e sai de casa. Numa briga com Néia ele chega a bater na esposa e Adda e Day o expulsam da casa. Depois que tudo se acalma, já na hora de dormir, Chaveirinho vai até o quarto dos pais
- Pai, mãe! Posso falar com vocês?
- Claro filha, entra!
- Preciso confessar algo! Eu estou com medo da reação de vocês e também da Néia. Eu a amo muito e amo vocês também. Eu juro que eu não tive culpa mas o Allan... Allan abusou de mim.
- Como é que é? – Responde Adda.
- Pai, não foi minha culpa eu juro, pai não me bate por favor, e não me expulsa de casa. Pai eu não contei antes pq ele me ameaçava, mas ele mexia comigo todos os dias, ele me tocava, me assediava até que a dois dias atrás ele finalmente me abusou por completo, por isso quando vc chegou eu estava chorando, por isso eu me cortava, por isso eu sou assim tao estranha.
- Filha, meu Deus! Ninguém vai bater nem expulsar vc, ninguém vai ti condenar filha!   Fala Day.
- Mae, eu não sei como a Néia vai reagir, tenho medo de ela não gostar mais de mim.
- Nós vamos denunciar esse vagabundo! Vamos fazer um exame corpo de delito em vc e na sua irmã, e vamos colocar esse desgraçado na cadeia. Filha eu, sua mãe e a Néia ninguém nunca vai desprezar você, nós somos sua família, já ti falei isso! É nosso dever proteger você.
E assim foi feito, Néia ficou chocada ao saber que seu ex esposo abusava de sua irmãzinha. Chaveirinho não se cortou mais, e estava recomeçando sua vida, com ajuda dos pais ela agora não vivia mais trancada em seu mundinho, foi campeã das olimpíadas de Química e Matemática dando muito orgulho para Adda e Day. Está estudando para prestar vestibular pra engenharia assim como seu pai. E foram felizes para sempre.

Conto 11


 Era uma vez, uma família dessas normais formada 

de um casal e dois filhos. Cidade pequena, gente humilde, honesta e trabalhadora, Hezel mãe de duas filhas Chaveirinho e Rafaella  a caçula, não trabalhava apenas cuidava da casa e da família, casada com Keddy que trabalhava firme pra sustenta-las, essa família passava por uma situação bem difícil emocionalmente. Era nítido, todos os vizinhos, amigos etc sabiam do desprezo que Keddy e Hezel tinham por Chaveirinho. Filha mais velha sempre era a responsável por cuidar de tudo, tinha muitas obrigações incumbidas a ela como por exemplo ser a primeira a acordar para fazer o café da manhã de seus pais e irmã, obrigação de tirar as melhores notas na escola, obrigação de aceitar sempre tudo calada e obedecer seus pais a qualquer custo.
- Mas que cheiro é esse? Chaveirinho você ta deixando a comida queimar?
- ai meu deus, mae! Caramba! Nossa! Queimou sim! A carne, ai que droga!
-Garota burra viu! Você sabe quanto custa isso? O que vc estava fazendo para deixar isso queimar?
-Eu estava lavando a roupa mãe. Desculpa!
- Vou ti ensinar a ser mais atenta.
Hezel pega a vassoura e começa a bater nas pernas e costas da filha. Manda ela retornar a cozinha para providenciar algo para o almoço. Keddy chega faminta.
- Ow Hezel! Bora bota minha comida! Eu não tenho muito tempo, tenho que voltar ao trabalho. To varada de fome!
Keddy se senta à mesa, todos também sentam.
- Ovos??? Mas que porra é essa? Eu comprei carne, tem carne ai pq não fizeram?
- eu fiz, pai. Mas queimou! Não dá pra comer, desculpa.
- não acredito! Sua imbecil! Eu to com fome, eu trabalho o dia todo e eu preciso comer. Carne custa caro. Mas você vai aprender uma lição.
Keddy dá um sorriso irônico. Manda a filha ir para o quarto, Chaveirinho não vai almoçar nem comer nada, vai passar o dia com fome por causa do ocorrido. Ela já entra chorando em seu quarto, sabe o quanto seu pai é ruim. Se ajoelha ao lado da cama, esta tremula. Sente seu corpo formigar, sabe que sentira dor como chama ardente.
- Pai! Eu estava a lavando a roupa, eu fiz tudo pai! Eu limpei a casa, o banheiro, ajudei a Rafaella  com a lição. Eu só não prestei muita atenção pq eu estava lavando a roupa la fora, por favor pai me entenda!
Pela sombra da parede Chaveirinho consegue ver o cinto entrançado e dobrado nas mãos de Keddy, ela vê o movimento que o pai faz pela sombra e no seu corpo sente a força do impacto: Splash! Ela tenta se segurar para não gemer, sabe que se levantar a voz é pior, chora em silencio. Splash! Splash! Splash! Splash! Splash! Splash! Chaveirinho se contorcia calada e por fim, não aguentando mais, virou-se, com lágrimas nos olhos:
- Pai, ta doendo! Me perdoa! Não foi pq eu quis.
Keddy da um tapa na filha.
- Vire-se sua peste... Voce não serve pra nada, nem pra fazer uma comida que preste!
Chaveirinho se virou e continuou a receber mais e mais cintadas: Splash! Splash! Splash! Splash!

Mais uma vez não conseguiu aguentar, e virou-se novamente. Estava chorando e não conseguiu dizer uma palavra. Irritada, Keddy ordenou que ela virasse novamente. Sem pensar em nada, Chaveirinho obedeceu, e desta vez Keddy tratou de colocar uma mão sobre a cabeça da filha, a fim de mante-la na posição. Splash! Splash! Splah! Splash! 
- ai, ta doendo! Desculpa eu não faço mais. Ai! Ann! Aiii! Pai ta machucando!
As marcas começam a aparecer no corpo da pequena. Keddy então sai e deixa Chaveirinho la chorando. O dia se passa, Chaveirinho, como sempre quieta e calada faz os serviços da casa normalmente. Já é noite e Keddy chega em casa. Começa a quebrar coisas, e a reclamar da vida sem motivo aparente.

- Hezel! Você deveria ter abortado essa maldita! Essa menina só me dá prejuízo.
- Amor, para! Vem tomar banho, você está fora de si.
Keddy empurra Hezel, e lhe dá uns puxões no cabelo: - A culpa disso tudo é sua, se você tivesse abortado ela, tudo estaria bem! Agora temos que conviver sempre com isso, sempre olhando pra ela e lembrando o passado!
-Keddy, para ta me machucando! Eu não tenho culpa disso! Que droga! Voce bebe e vem descontar em mim.
Keddy volta a quebrar coisas, Hezel tenta impedir e Keddy parte pra agressão, da uns tapas na esposa, fala coisas humilhantes. Chaveirinho ouve tudo e fica chorando abraçada com Rafaella, não entende pq é tao odiada pelos pais. Sai de onde esta e se mete na confusão para defender a mae.
- Para pai! Não bate na mae, Para!
- ah chegou a heroína... Sua imbecil, quem você pensa que é pra falar assim comigo? Ela é minha mulher e eu faço o que eu quiser com ela. E você vai pagar por se meter em briga de casal.
Keddy começa a dar uma surra na filha, tapas, chutes, humilhações de todo tipo. Na sequencia, Chaveirinho vai para seu quarto. Keddy toma banho e dorme. Hezel vai ate onde Chaveirinho:
- A pior coisa que aconteceu na minha vida foi vc. Voce acabou com meu casamento. Eu ti odeio com todo meu coração. Eu tenho nojo de você.
- Pq a senhora ta dizendo isso, mae? Eu ti amo! Pq a senhora me odeia? Eu sou feia? Eu sou burra? O que eu fiz de tao mal mae?
- Voce existe esse é o problema!
Hezel cospe na filha e sai do quarto. Algumas horas se passam, já eh madrugada e todos estão dormindo. Keddy se levanta, deixa a esposa dormindo e se dirige a Chaveirinho.
- Acorda vagabunda!
- Pai!? O Que houve agora?
- eu me cansei de você. Eu me cansei de tudo! Voce devia ser igual a Rafaella, mas você é desprezível!
- Pai me fala o que fiz por favor! Pai eu amo muito você e a mamãe, eu não entendo pq vcs me odeiam. Eu tento fazer tudo pra agradar vocês mas nunca consigo.
- Voce me agradaria bem mais se não existisse!!! Agora eu vou ti ensinar uma lição sobre a vida.
Keddy agarra Chaveirinho pelo braço e a leva ate o porão de casa e tranca a porta... Keddy acende a luz, ao fundo do porão tem um colchão onde por muitas vezes Chaveirinho passava a noite como um castigo.
- Paizinho, não me bate mais por favor pai! Eu te peço perdão por todo mal que eu causei a você e a mamãe, por favor, pai! Se você quiser eu posso ir embora dessa casa, mas por favor pai não me machuca mais!
- você vai passar tudo que sua mãe passou! você vai sentir a dor que ela sentiu sua desgraçada!
Keddy prende as mãos de Chaveirinho e tira a roupa da filha.
- O que você vai fazer comigo pai? Pai eu amo você...
Keddy comete abuso sexual com a filha. Maltrata os seios da pequena, dar tapas em seu rosto, brutalmente enfia dois dedos na vagina da garota, que ate então era virgem. Gritos, choro, pedidos de misericórdia, tudo em vão. Keddy não parava machucava a pequena com toda força, agora colocando 3 três dedos, de uma vez sem pausa, mexendo os dedos com força e com rapidez. Mais alguns tapas. Chaveirinho chora, se contorce, grita
- Paaii, pq vc ta fazendo isso comigo?? Ta machucando, para eu ti imploro, para pai eu sou virgem para! O que fiz para merecer isso? Aaaiii haaannn
Keddy está irredutível. Termina o serviço, sangue escorre. Chaveirinho fica la deitada, imóvel. A pequena está em choque, não consegue se mover. Keddy sai do porão. Dia seguinte
- Onde está a Chaveirinho que ainda não fez o café da manhã? Eu vou acordar ela agora e vou arrebentar ela. Fala Hezel.
Hezel entra no quarto da filha, percebe que a menina não está lá, começa a procurar ela pela casa.
- Eu já dei um jeito na Chaveirinho, Hezel! Eu já dei o que ela merecia. Eu vinguei aquela maldita noite, o desgraçado que abusou de você e fez vc gerar um filho dele, eu me vinguei! Olhar pra essa garota e lembrar daquele filho da puta me da ódio! Pelo menos agora ela sabe o sofrimento que trouxe a você.
- Amor, o que vc fez com a nossa filha?
-Nossa filha o caramba! Filha de um bandido, desgraçado, que estuprou a minha mulher. Nossa filha é a Rafaella, minha princesinha, sangue do meu sangue. Essa menina eh maldita. Você nunca conseguiu superar esse trauma pq cada vez que vc olha pra ela você lembra dele.
Hezel entra em choque. Não acredita na atitude de Keddy, lembra da dor e da humilhação que passou e vê isso se repetir novamente com a sua filha. Começa a pensar em todas as atitudes de Chaveirinho, sempre estava ali presente pronta para agradar a família a qualquer custo.
- Onde ta minha filha? Onde a Chaveirinho está?
- Agora ela é sua filha? Ta ficando doida Hezel? Ela está no porão deixei de castigo.
Hezel corre para ver a menina e se assusta com o que vê. Deitada de lado, virada para parede, encolhida do mesmo jeito que aconteceu no passado. A posição humilhante em que se encontrava Chaveirinho, a roupa rasgada, o lugar frio, o medo, tudo estava se repetindo novamente. La fora a chuva começa a cair, igualzinho ao passado...

Hezel abraça a menina que não expressa nenhuma reação, simplesmente não se move.
-Filha! Ow Filha!! Eu não consigo achar palavras pra ti pedir perdão. Eu fui abusada sexualmente ainda jovem e então fiquei gravida. Eu já namorava seu pai e já estávamos de casamento marcado. Por vezes, seu pai insistiu que eu abortasse mas eu preferi não fazer isso, afinal tinha uma vida dentro de mim. E agora eu vejo você aqui na mesma situação que eu, aah filha... Como está sendo doloroso pra mim ti ver assim nesse estado, parece que estou revivendo tudo de novo. Me perdoa por todo mal que ti causei, eu nunca consegui superar de fato o que houve e acabei descontando tudo em vc que não teve culpa de nada.
Keddy se aproxima. Chaveirinho permanece calada, apenas olha para o pai.
- Não se aproxima da minha filha, Keddy! Nunca mais encoste na minha filha seu monstro!
- Monstro? Agora eu sou monstro? Você aceita ter o filho de um cara que te estuprou, quando vc olha pra ela vc lembra dele o tempo todo, vc tem pesadelos, você maltrata ela pra ver se consegue se sentir melhor, eu tento ajudar vc e eu sou o monstro? Eu fiz isso pq não aguentava mais ver você sofrer por algo que aconteceu a 17 anos atrás.
- Keddy, como nós fomos tão cruéis. Essa menina não tem culpa de nada olha o que fizemos com ela, a que ponto chegamos! Aceite você ou não era ela que sempre estava tentando nos agradar, ela era atenciosa, sempre se esforçava em tudo pra ver se conseguia um pouco da nossa atenção e no entanto a única coisa que ela teve foi desprezo.
- Você ta defendendo alguém que ti faz mal, Hezel?
- Ela não me fez mal algum, a única pessoa que me fez mal a 17 anos foi aquele maldito. Mas essa criança nunca me fez nada. Ate você já me fez mal, você chega bêbada, quebra coisas, me bate, todo fim de semana é a mesma coisa.
Keddy e Hezel brigam bastante, levam a filha para o quarto afim de tentar amenizar o problema. No dia seguinte, Rafaella está voltando da casa de uma amiga, já é noite e chove, de repente um homem aparece e puxa Rafaella pelo braço. Ela grita, ele tenta estupra-la, leva para um beco escuro e chega a tocar em seu corpo ainda. Alguém aparece de repente no meio da cena, é Chaveirinho que enfrenta o homem afim de salvar a irmã. Como já estava perto de casa, Rafaella corre e chama seu pai. Explica o que aconteceu e os dois correm ate o beco onde estão Chaveirinho e o homem. Keddy enfrenta o homem e o deixa quase morto no chão com uma surra, resgata Chaveirinho que quase foi abusada por ele. Keddy então reconhece o homem, é o mesmo homem que havia estuprado sua esposa a 17 anos atrás, em um ato de fúria Keddy termina por mata-lo com golpes na cabeça, então foge com as filhas já que aparentemente não havia testemunhas.
Em casa elas contam como tudo aconteceu. O mistério é, como Chaveirinho apareceu la de repente para salvar a irmã? Ela explica que pretendia se matar, então saiu de casa sem ninguém perceber, iria pular da ponte pois não aguentava mais ser um estorvo na vida da sua família, quando estava se dirigindo pra la ouviu os gritos e resolveu ver o que estava acontecendo, quando reconheceu que era sua irmã, sem pensar duas vezes correu no intuito de salva-la.
Hezel e Keddy ficam chocadas. Elas conversaram com as filhas e buscaram ajuda psicológicas para toda a família. Agora elas também frequentam a igreja do bairro, Keddy já não bebe mais e também não usa mais de violência com a esposa e filhas. As coisas melhoraram e elas são felizes para sempre...


FIM

domingo, 28 de junho de 2015

Spanking Belt


Video - Tipica cena de dominação à moda antiga

Um dos meus videos prediletos.

Video Spanking discipline

Mais um video de Spanking, começando com palmadas e evoluindo para paddle.

Como alguem se torna um SadoMasoquista

Voce ja parou pra pensar no que ti fez entrar nesse mundo?

O que representa o sado na sua vida? Porque é tão importante que você domine ou seja dominado? De onde isso vem? Algumas pessoas costumam dizer que quem gosta de apanhar é louco. Não compreendem esse sentimento que ha dentro de nós. Eu costumo dizer que isso é como se fosse uma segunda personalidade (se eu tiver equivocada, me corrija) onde no trabalho, no transito, com amigos, familiares eu me comporto segundo a sociedade, me comporto como alguem que leva uma rotina sem muitas coisas interessantes que simplismente estuda, trabalha, e volta pra casa se preparando para um outro dia. Mas nao é bem assim. Depois de um longo dia onde todos veem essa mocinha e sabem que ela é apenas alguem como qualquer outro, é que vem o diferencial. a sua "segunda personalidade" se revela quando voce esta diante do seu dominador ou quando esta diante do seu escravo. Quando voce tem alguem aos seus pes que voce pode fazer com essa pessoa o que quiser como nos tempos antigos, ou quando voce se submete a alguem deixando assumir o controle sobre tudo.
Mas como voce chegou ate aqui? ha pessoas que chegaram ate aqui depois que leram o livro 50 Tons de Cinza, ha outras que vieram devido a algum trauma do passado (alguns psicologos julgam assim), e ha aquelas que a sua natureza ja foi feita pra isso e está sendo moldada a cada dia conforme evolui nas sessões.  
Pra mim o sado representa o meu "eu". Aquilo que eu sou por dentro se revela quando estou diante da minha dona. Passo o dia assumindo o controle total sobre minha vida, meu trabalho, meus esportes, faculdade e tudo mais. Mas quando estou com ela, ela me faz perder totalmente o controle e a responsabilidade ja nao está mais sobre mim, mas esta com ela. tudo esta nas maos dela, inclusive o meu prazer. 
Nao consigo explicar o motivo de estar aqui ou de ser assim, simplismente sou o que sou. isso nao vem de um trauma de infancia, até porque amo spanking, mas nunca levei sequer uma palmadinha dos meus pais, isso nao veio depois que assisti ao filme 50 tons de cinza, muito pelo contrario, isso ja vem se arrastando de longa data. Quando eu era criança ja fazia contos cerca de 6, 7, 8 anos eu ja ficava sozinha em meu quarto na hora de dormir e entrava em um mundo magico de historinhas em que eu era a personagem principal. O conto doces dos desejos que esta postado nesse blog, foi inclusive um conto que criei quando eu tinha essa faixa de 8 anos por ai. Ja o conto uma esposa, outra esposa, uma escrava eu criei por volta de uns 12, 13 anos. Uma juiza e sua vara familiar do amor eu criei quando tinha por volta de 16, 17 anos. Os demais sao mais recentes. 
Hoje, a minha escrava interior, Chaveirinho se mistura com a minha personalidade, tenho traços em mim que se formou atraves de Chaveirinho. Costumo dizer que eu não moldei a Chaveirinho, ela eh quem me moldou. depois que pratiquei sado e tudo que eu pensava começava a se tornar real, entao descobri que isso é a minha essencia, e eu nao sei viver sem isso.
Como voce chegou até aqui? O que representa o sado na sua vida?

Video Estupro - Irreversivel

Esse é um vídeo de um dos temas que eu gosto muito que é estupro. Essa cena foi retirada do filme Irreversível Estupro no SadoMasoquismo é algo consentido, o escravo concorda que seu dono pode estupra-lo caso ele se negue a fazer o que o dono pede. Mas claro, tudo para o prazer de ambos. Esse tema esta bastante colocado em meus contos e de modo algum não significa que eu já tenha passado por isso. Mas é uma coisa muito legal de se fazer a dois, é exótico e muito excitante, vale a pena tentar um "mini teatrinho"antes do sexo...

Video - Surra de Celina

na novela Chocolate com Pimenta (Rede Globo), Reginaldo da uma surra em sua filha Celina que o afronta

Video - Surra de Raquel

Um outro episodio da novela Mulheres Apaixonadas (Rede Globo, 2003)conta a historia de uma mulher que apanha do seu marido. A professora Raquel (Helena Ranaldi) vive um drama: é agredida pelo marido Marcos (Dan Stulbach), mas não tem coragem de denunciá-lo à polícia. Para fugir do marido, Raquel se muda de São Paulo para o Rio de Janeiro e consegue dar aulas de Educação Física na Escola Ribeiro Alves (ERA), mas ele descobre seu paradeiro e volta a transformar sua vida em um inferno. Entre outros atos de violência, Marcos costuma bater na mulher com uma raquete de tênis. Video forte, porem excitante.

Video - Surra de Dóris

Um dos meus videos favoritos que mostra uma boa surra de cinto é o episódio da novela Mulheres Apaixonadas (Rede Globo, 2003). Uma das histórias que mobilizou o público foi a do casal de idosos Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Oswaldo Louzada), que vivem no mesmo apartamento com o filho Carlão (Marcos Caruso), a nora Irene (Marta Melinger) e os netos Carlinhos (Daniel Zettel) e Dóris (Regiane Alves). Os dois foram atores e ajudam o filho no sustento da casa e da família, mas são frequentemente maltratados pela neta, que só consegue enxergá-los como um peso. Dóris os humilha e furta dinheiro deles para satisfazer seus caprichos, mas os dois sofrem calados. Por sua insensibilidade, Dóris chega a levar uma surra de cinto do pai. O problema só se resolve no final, quando Flora e Leopoldo se mudam para o Retiro dos Artistas, uma instituição que acolhe artistas idosos no Rio de Janeiro. Lá passam a ter uma vida mais tranquila e feliz. Vale a pena conferir.

Conto 10


Você já parou para pensar que seu corpo
 escuta o que sua mente diz? Já imaginou o quanto forte você pode ser, mesmo estando sozinha? Nesse momento estou aqui no ônibus olhando para minha medalha e para o meu pai na poltrona ao lado enquanto ele dorme. Mais uma conquista do time e me lembro o que passei para chegar até aqui. O time viajou com oito jogadoras, as demais por conta do trabalho não puderam vir e foi assim que o treinador me trouxe para que fosse reserva. No momento que antecedia a partida, o treinador alertou para que ninguém se machucasse, pois ele não queria que eu jogasse mas ficasse lá dando apoio para as meninas. Minha mãe não estava podendo treinar nem competir por causa do trabalho novo dela, iam apenas eu e meu pai. Acontece que meu pai era capitã do time e exigia muito de mim, mas nem sempre eu conseguia ser tão forte quanto ela. Entraram algumas novatas no time e com isso meu pai largou do meu pe.
A verdade é que havia uma novata de nome Keddy que era maior e mais forte do que eu e a medida que o tempo passava meu pai via características nela em comum com ele. Meu pai é a melhor tackleadora do time e essa tal Keddy tackleava muito bem e foi assim que tudo começou. Meu pai explicava e ensinava coisas a ela, mas comigo ele so gritava, no começo eu até entendia por ela ser novata e tal, mas aí começou a ficar estranho, tipo quando eu errava algo ele me tratava mal, mas se ela errava ele era paciente com ela. Ele já não pegava tanto no meu pé e nem me chamava mais para os treinos extras, a verdade é que ele fazia treinos extras com ela.
Um dia, depois do treino, o treinador elogiou Keddy e disse que eu já era veterana e devia ser um exemplo para ela, mas ela estava me superando. Isso me deixou muito triste e como se não bastasse, meu pai ficou furioso, ele não falou nenhuma palavra comigo até chegarmos em casa.
- Pai, senhor ta com raiva de mim?
- Cala a boca e me espera no quarto!
- Pai...
- Que vergonha!!! A Keddy chegou um dia desses e tackleia todo mundo, pq você não faz o mesmo?
- pai eu..
- Voce vai apanhar pela vergonha que me fez passar hoje. Voce deveria tacklear tao bem quanto eu, você eh minha filha! Ai eu tenho que ouvir diante do time inteiro que a minha filha não eh exemplo pras novatas, as novatas eh que são pra ela!
- eu vou melhorar pai, não precisa me bater, por favor!
Meu pai me deu uma surra daquelas. Obviamente fiquei muito triste , mas estava decidida a mudar, então procurei ajuda no dia seguinte.
- pai, tem treino extra hoje?
- Sim eu vou treinar com a Keddy!
- Posso ir?
- Hoje não! Estou ensinando umas técnicas a ela, estamos evoluindo uns processos, se vc for vamos ter que regredir pra você acompanhar e vamos perder tempo.
Nao desisti, liguei para as meninas do time, mas umas estavam trabalhando, outras estudando e algumas namorando. Como ninguém tinha tempo para me ajudar, fui tentar treinar sozinha e fiz isso durante vários dias.
Se passaram semanas, mas não tive muita evolução, já Keddy mostrava todo seu potencial, enquanto eu continuava tentando todos os dias sozinha. Finalmente chega o momento de o treinador revelar os jogadores escalados para jogar a competição:
Tais, Patika, Jessy, Adda, Mayara, Keddy, Cilene e Mary. Todas veteranas com exceção de Keddy, meu nome não estava na lista.
- Pai não fica com raiva de mim, não tive culpa do treinador não me colocar.
- Cala a boca, Chaveirinho!
- Pai não fica assim!
- Como você quer que eu fique? Me diz!
Apenas abaixei a cabeça.
- só uma pergunta: Pq você não é como a Keddy? Ela parece mais minha filha do que você.
Chegamos em casa, corri pro quarto e me preparei pra apanhar, já sabia o que ia acontecer. Entretanto meu pai nao foi ate mim, passei a tarde toda no meu quarto e então depois de muito pensar, resolvi descer.
- Pai?
- Que é?
- Ainda bravo?
- Não, imagina!
- Eu ti amo, vou melhorar juro!
Dia seguinte, acordei cedo e fui correndo toda arrumada em direção ao meu pai
- Me espera, pai!
- O que você quer? Estou atrasada. – Fala Adda abrindo a porta do carro
- Vou pro treino extra com o senhor!
- Não você não vai! Estamos às vésperas do campeonato, não posso perder tempo com você, quando o campeonato acabar eu deixo você ir.
- Mas eu preciso treinar
- Treinar pra que mesmo? Conseguiu nem ser escalada para jogar.
Quando Adda retornou do treino, eu a surpreendi entregando a ela um cinto, o desespero ja havia tomado conta de mim, eu estava me culpando por tudo
- Toma pai! Me bate, eu mereço!
- Ta doida? Relaxe eu não vou ti bater não!
- Bate, pai! Eu to ti implorando. – Fala Chaveirinho Chorando. – Bate pai! Eu não tenho sido uma filha como você quer, quem sabe se o senhor me disciplinar eu melhoro nos treinos e tal, por favor!
- Olha eu estou cansada, acabei de sair de um treino, então me dá um tempo!
Dois dias antes da viagem, Mayara se machucou e como não havia ninguém que a substituísse, fui chamada. Durante o jogo fiquei na reserva, as meninas se esforçavam muito, Keddy em campo não conseguia acompanhar o ritmo rápido do jogo e ficou bastante cansada. No segundo jogo, mal aguentou o primeiro tempo e pediu para sair restando apenas eu como alternativa.
Ninguém passava por mim sem ser derrubado, não parecia a menina dos treinos, inclusive marquei alguns trys. Sempre que pegava na bola, ouvia o grito da parceira Jessy me incentivando a correr, isso de certa forma me dava alguma força. Chorei enquanto recebia a medalha.
De volta ao ônibus, meu pai sentou-se ao meu lado;
- Oi!
- oi pai!
- Parabens! Não sabe o quanto estou feliz! Filha você tirou aquela menina do jogo, foi muito bom, parabéns!
Nem respondi. eu ainda estava magoada com tudo que aconteceu e dai so porque fiz um bom jogo, agora veio falar comigo com carinho.
De volta a rotina de treinos, meu pai me chamou para o treino extra.
- Não da pai, estou num nível inferior vou acabar atrapalhando!
- Que é isso filha, você não atrapalha nada!
- não da pai, eu vou treinar com o pessoal do masculino ai quando eu for excelente e ficar parecendo a Keddy ai eu vou la treinar com você.
- Ow filha! Magoei você ne? Me perdoa por tudo que eu ti falei, você superou minhas expectativas me perdoa! Grandes atletas tiveram contratempos em suas carreiras, sabe ate os grandes começaram pequenos eu deveria ter ajudado você e não ficar ti colocando pra baixo.

E fomos felizes para sempre, ou pelo menos ate o proximo jogo...

Conto 9

“Gosto de apanhar”. Foi isso que eu falei ao...

psicólogo quando me perguntou o que gostava de fazer para me sentir feliz. Minha mãe fez questão que eu procurasse ajuda, ela já não me aguentava mais.
Meu pai sempre acreditava que o melhor caminho era a violência e sempre recorria as tais “surras educativas” e para falar a verdade, por causa dessa teoria que criança/adolescente tem que apanhar pra aprender, foi que eu aprendi. Sim, isso mesmo, aprendi a ser dissimulada e fria. Dissimulada por inventar as maiores mentiras pra não apanhar e fria pq eu não sinto nada pelo meu pai, a não ser desprezo.
Dizem que “pai é pai” e bla bla bla, dizendo ele que se arrependeu do que fez, mas pra mim ele “se arrependeu” tarde demais. Minha mãe também apanhava nas discussões e ela culpava o temperamento explosivo dele, mas de certa forma era conivente com as agressões pois ela usava isso como arma para exigir obediência.

Meu pai era professor de JiuJitsu e minha mãe enfermeira e apesar de ambos de terem nível superior, não escapei desse drama. Me lembro que uma vez eu estava deitada, de olhos fechados, descansando quando ouvi o estralar do cinto e senti uma forte dor na minha perna
- Levanta!
- ai pai, o que fiz?
- Levanta logo que eu não vou falar duas vezes!
Eu me levantei e logo ele me virou de costas e mandou que eu ajoelhasse. Tomei uma surra daquelas que depois você tem que esconder os roxos na escola. O motivo, so vim saber depois:
- você andou entrando em sala de bate-papo no computador
- eu não fiz isso, pai!
- ok, pois então isso vale para não fazer
No fim, descobri que um amigo dos meus pais havia usado o computador e entrado na página. Meus pais tentavam manter a aparência de família estruturada, mas nossos vizinhos sabiam que isso era um disfarce pois eles ouviam os gritos. Eu sempre ficava machucada e como minha mãe era enfermeira ela cuidava de mim para cobrir os machucados e esconder das pessoas.
Eu treinava JiuJitsu com meu pai, ele era faixa preta e tinha uma academia própria. Minha obrigação era limpar a academia e treinar todos os dias, fora isso ganhar campeonatos. Eu era faixa azul, amava o esporte, raramente perdia uma competição. Um dia eu fui lutar o campeonato brasileiro e eram 2 dias de competição, no primeiro dia era a disputa por categoria, ou seja peso, idade e faixa, fiquei em primeiro lugar.
- Filha..
- Oi pai
- Parabéns! Foi uma grande conquista sua! Aqui está um presente para você!
Pela primeira vez meu pai me demonstrou um pouco de carinho jantamos, conversamos bastante, rimos, tiramos fotos e aproveitei para abraça-lo, mas isso só durou até o dia seguinte. A disputa era pelo absoluto, não importava idade ou peso, mas apenas a cor da faixa, comecei ganhando até restarem eu e mais três meninas. No momento da competição eu estava disputando medalha, mas se eu perdesse ficaria em quarto lugar que é o mesmo que nada! Entrei no tatame e estava perdendo por pontos, até que em um momento eu estava prestes a virar o jogo a meu favor, segurei o braço dela enquanto ela tentava se sair. Escutei meu pai gritando: “Quebra esse braço caralho! ” Mas eu não podia fazer isso com ela, eu amava o esporte e ser atleta é algo muito bom, eu adorava treinar então imaginei que se fosse eu, eu não gostaria que a pessoa quebrasse meu braço. Ouvi meu pai gritando: “Quebra!!! Eh você ou ela! Ganha essa luta! ” Mas não tive coragem, então aliviei para que ela se saísse do golpe e assim ela acabou ganhando a luta. Fiquei em quarto lugar, eu já havia ganhado no primeiro dia então tudo bem!
Mas o resultado disso é meu pai nem se importou se eu já tinha conquistado a categoria, apanhei de fios elétricos, me revoltei com isso e o ameacei de denuncia-lo, ele se zangou mais ainda e me espancou até que eu desmaiasse. Quando acordei, estava sob os cuidados da minha mãe e estava disposta a me levantar e ir a uma delegacia, mas meu pai pela primeira vez tomou uma atitude. Ele cuidou de mim e me pediu uma chance para mudar, no começo desconfiei, mas ele chorou, me deu um pouco de carinho e isso foi suficiente para eu desistir da ideia. Nos dias seguintes ele realmente tentava ser mais carinhoso, mas isso só durou 3 dias, quando por um descuido esqueci de trancar a porta de casa. Meu pai me bateu muito, muito mesmo. Minha mãe tentou fazer algo e acabou apanhando também. Depois disso ninguém me segurava mais, ninguém seria capaz de me fazer mudar de ideia de ir à polícia, então minha mãe desesperada e vendo seu casamento desmoronar me mandou para um psicólogo, meu pai novamente pediu desculpas jurou estar arrependido, disse que agiu por impulso. Eu fingi que iria obedece-la para acalma-la, mas assim que sai do consultório, tomei coragem e denunciei meu pai, sai de casa, passei no vestibular, arranjei um emprego e hoje moro com meus amigos da faculdade e nunca mais procurei meus pais.

FIM

Baseado no texto do Blog "Escreva Lola Escreva - Meu pai, meu monstro"