segunda-feira, 29 de junho de 2015

Conto 12


Era uma vez um casal Adda e Day que tinha duas filhas
Néia que era o orgulho dos pais por estar se formando em enfermagem e Chaveirinho que era a caçula, tinha 17 anos e estava no 3º ano do ensino médio. Chaveirinho se cortava e não tinha amigos, vivia em um mundo só dela, era sempre calada e quieta, seu passatempo preferido era calcular além de olhar as estrelas pelo telescópio que ganhou da sua mãe de aniversario aos 15 anos. Na casa dessa família também morava um rapaz que era esposo de Néia. Eles eram casados a um ano e moravam na casa dos pais de Néia enquanto o apartamento – que nunca ficava pronto – estava em reforma. Mas isso não representava um problema, já que Adda e Day gostavam do rapaz, ele era um cara bonito, estudioso e estava fazendo residência em medicina seu nome era Allan.
- E ai garotinha já contou quantas estrelas existem no céu? Sua professora chamou eu e sua mãe mais uma vez e falou que está preocupada porque você não sai no intervalo para interagir com os colegas fica o tempo todo lendo ou fazendo cálculos. Falou que você tirou nove e meio em ciências e chorou pois não admitia o pequeno erro que cometeu e eu vou ti levar a um psiquiatra, vc é uma lunática! – Falou Adda.
-  Filha sua professora disse que vc já passou de ano pois já atingiu todas as medias em todas as disciplinas e se quiser não precisa mais ir à escola. Você me dá muito orgulho mas estou preocupada com você. Você não gostaria de ir a um psicólogo conversar um pouco, falar sobre o que sente etc? Seria bom – Completa Day.
Chaveirinho não fala absolutamente nada, como já era de se esperar, simplesmente sai e vai para o quarto. Ela vivia em um mundo só seu, era raro ouvir sua voz ou ver seu sorriso, ela não tinha amigos, a única pessoa com quem ela ainda conversava era sua irmã.

No dia seguinte, Néia estava na faculdade, Adda e Day tinham ido às compras, Chaveirinho estava tirando uma soneca após o almoço como de costume. De repente um arrepio toma conta do corpo de Chaveirinho e a garotinha instantaneamente acorda, abre os olhos e logo alguém coloca a mão em sua boca afim de que ela não expressasse reação. Seu cunhado, estava tocando a garotinha de leve e contemplando seu corpo enquanto ela dormia. Ele passava suavemente as pontas dos dedos em seus seios sobre a roupa e sussurrava em seus ouvidos o quanto ela era linda e ele a desejava. Levantou a blusa dela de leve, passou a mao em sua barriga devagar, contemplando as curvas até que tocou os seios dela ali por baixo da blusa mesmo, apertou-os. A garotinha tentava se sair mas era inútil. Ele prendia ela e a ameaçava, caso ela reagisse. Repetidas vezes ele falava que ela ainda seria dele. Até que se ouve as vozes de Day e Adda conversando lá em baixo, elas tinham acabado de chegar, Allan sai do quarto de Chaveirinho e corre para o seu, tranca-se devagar. O quarto de Chaveirinho não tem chaves para que ela também pudesse se trancar, já que seus pais tiraram a chave por acharem que ela tinha problemas, tinham medo que ela fizesse mal a ela mesma. Isso não é a primeira e nem a segunda vez que acontecia, desde que ele se mudou para a casa dos pais de Néia, em pouco tempo começou a mexer com a pequena.
Logo mais a noite, Néia chega da faculdade e vai até a irmã, que estava olhando as estrelas em seu quarto pelo telescópio.
- Posso entrar mana?
- Pode sim.
- Ta tudo bem? Como foi seu dia?
- To bem e vc? Meu dia foi normal.
- Mana, mãe falou que sua professora disse que vc já atingiu todas as medias de todas as disciplinas é verdade?
- Sim. E... Quero ti mostrar algo, mas a mãe e o pai não sabem. Tive medo de contar.
- O que maninha?
- Eu participei da Olimpíada Brasileira de Física e Astronomia e, bem, fui campeã. Mas por favor não pensa que sou nerd ou retardada.
- Mana, vc é um gênio! Caracas que orgulho!!! Se eu pudesse voltar ao tempo do ensino médio eu com certeza ia querer ser como você.
- Eu, pretendo participar das olimpíadas de Matemática e Química, mas não sei se consigo.
- Claro que consegue! Olha só, se você fizer e for medalha de ouro, prata ou bronze eu juro que ti dou um presentão!!! Agora eu acho que você deveria falar pro pai e pra mãe essa sua conquista.
- Não mana, eles só vão ficar mais preocupados e achar que eu sou algum tipo de nerd.
Os dias se passam, novamente Chaveirinho está sozinha em casa, dessa vez na cozinha. Alguém chega. É Allan. Ele se senta no sofá da sala. Chaveirinho passa e o vê, eles se olham:
- Kd minha sogra?
- A minha mãe está no quarto dela. – Responde Chaveirinho para fazê-lo pensar que há mais gente em casa além dos dois.
Ela corre e vai pro seu quarto, fica rezando, desesperada para que ele não descubra a mentira. Entretanto, o plano de Chaveirinho não dura muito e logo é descoberta. Ele invade o quarto da moça e começa novamente a passar a mão nos seios dela. Chaveirinho que estava deitada na cama, se vira de bruços na tentativa de que ele parasse de tocar em seus seios. Então ele começa a tocar no bumbum da garotinha e mete a mão entre as pernas dela, fica apertando e acariciando suas partes intimas enquanto ela implora pra que ele pare.
- Ora Chaveirinho, você é a menina mais linda que eu já vi em toda minha vida. Deixa eu ti fazer mulher! – Repetia ele algumas vezes.
- a minha irmã ti ama, para com isso! Eu não gosto disso! Sai daqui!
Ele vira Chaveirinho de uma vez e tira-lhe a blusa começa a passar a língua em seus seios enquanto toca em suas partes intimas. Faz isso durante uns minutos e sai. A pequena então vai até o banheiro e começa a se cortar em surto de pânico, nervosismo, ódio e vários outros sentimentos misturados pela situação que estava passando.

Day chega do trabalho e encontra a filha usando blusa e mangas longas em seu quarto olhando as estrelas.
- Filha, está calor, pq vc está usando essa blusa de manga longa?
Chaveirinho permanece calada.
- Olha eu espero que não seja o que estou pensando! Deixa eu ver seus pulsos!
Chaveirinho não diz uma palavra, mas coloca os braços pra trás na tentativa que a mãe não descubra as marcas dos cortes. Day puxa a menina e pega em seu braço, suspende a manga da blusa da garota e vê as marcas dos cortes.
- Mas que droga!!! Olha o que você fez. Já conversamos sobre isso! Você se cortou de novo! Como vc comete tamanha burrice? – Chaveirinho permanece em silencio ouvindo o sermão da mãe – O que houve com você? Pq vc se cortou? Fala!
A garotinha fica em silencio apenas com a cabeça baixa.
- Eu estou esperando uma resposta Chaveirinho! Pq vc se cortou de novo??? Quer chamar a atenção, é isso? Se for pois conseguiu, minha paciência esgotou!
Day começa a bater na filha demonstrando todo seu desespero, mesmo apanhando Chaveirinho permanece calada, apenas chora. Ela não acredita que sua mãe está fazendo aquilo com ela, a que ponto chegaram, violência... Day sai de lá transtornada, vai pro quarto e começa a chorar, Adda chega e vê a esposa naquela situação:
- Amor, você está chorando minha vida, o que aconteceu?
- Adda, eu... eu bati na nossa filha Adda, eu bati nela... Não foi pq eu kis, quando eu vi eu já estava fazendo aquilo. Adda eu não aguento mais isso!
- Amor você chegou a esse ponto? O que ela fez de tão grave pra você fazer isso? Amor nos combinamos que não usaríamos de violência com nossos filhos, lembra?
- Eu sei mas é que ela se cortou de novo Adda. Ela se cortou! Adda, eu perdi a noção das coisas, fiquei tão desesperada ao ver os cortes, eu perguntei o que aconteceu mas ela não disse então eu acabei batendo nela. Fui precipitada eu sei mas, eu n sei o que fazer, me ajuda!
- calma amor, vai ficar tudo bem. Eu vou conversar com ela depois e você também vai e nós vamos nos desculpar e ver como lidar com essa situação! Mas agora vamos deixar a poeira baixar, é o melhor que temos a fazer.
Dois dias depois, mais uma vez Chaveirinho e Allan encontram-se sozinhos em casa. Ela está na sala jogando videogame, ele está bebendo uísque e observando-a de longe. De repente ele se senta ao lado dela, ela se afasta, ele fasta, ela sai e ele vai atrás. Agarra ela por trás e mais uma vez desliza a mão nos seios da menina.
- Me larga! Sai!
- Engraçado, Você não fala com seu pai, não fala com a sua mãe, não tem amigos, chega a ser até irônico quando ouço sua voz...
- Me solta! Eu vou falar pra minha mãe!

- Falar pra sua mãe? Faz-me rir! Você acha mesmo que ela vai acreditar em... como é mesmo aquela palavra que seu pai ti chama? Lunática! Acha que ela vai acreditar em uma lunática? No mínimo ela vai ti perguntar se você viu isso nas estrelas! Vai em frente! Conta pro seu pai e pra sua mãe que ai elas mandam internar você de vez! Olha pra você, a menina dos números e dos astros até ganhou Olimpíada de Física e sei la mais o que, vc se corta, vc quase não fala, não tem amigos, não tem vida social, vive trancada em seu mundinho e eu, bem, eu sou um médico, sou um bom rapaz seus pais me adoram, sua irmã me ama, sim ela me ama e é feliz comigo. Já percebeu que todo mundo é feliz e que você é o único problema dessa família?
Chaveirinho se solta e corre, Allan vai atrás dela e a alcança arrasta ela até o quarto e a joga na cama. Allan tira a roupa da garotinha e a manda ficar quieta.
- Chaveirinho não adianta, seus pais não vão acreditar em você. E se vc contar e mesmo sabendo que vc é uma retardada, eles acreditarem, eu acabo com a sua irmã, a escolha é sua, agora fique quietinha senão vai ser pior pra vc, não vai doer nadinha!
Ele começa a lamber os seios da pequena e enfia um dedo em sua vagina com força. Ela se mantem quieta e apenas chora, ele então tira o pênis pra fora e introduz na menina que até então era virgem. Ele coloca devagar empurra até o final, ela chora pede para parar então ele começa a movimentar. Os olhos de Allan estão pequenos e apertados demonstrando o tamanho do desejo que estava sentindo por ela. Ao termino, ele se veste e sai, ela fica lá chorando.
Algumas horas depois Adda chega e vai onde a filha, a pequena está chorando.
- Filha? Pq você está chorando?
Silencio...
- Filha, sou seu pai, fala comigo, me conta o que houve!
Chaveirinho abraça o pai bem forte e chora em seus ombros. Contudo, ela não fala ao pai o que aconteceu, permanece calada.
- Filha, eu não sei o que esta acontecendo com você, mas saiba que eu e sua mãe vamos te ajudar em tudo que você precisar! A gente nunca vai ti julgar, nem ti abandonar somos seus pais, te amamos! Entendo que talvez você não queira nos contar o que esta havendo, mas quando estiver pronta, nos procure, estaremos sempre prontos pra ti ouvir!
Dois dias depois do ocorrido, já é a noite e Allan pega as malas e sai de casa. Numa briga com Néia ele chega a bater na esposa e Adda e Day o expulsam da casa. Depois que tudo se acalma, já na hora de dormir, Chaveirinho vai até o quarto dos pais
- Pai, mãe! Posso falar com vocês?
- Claro filha, entra!
- Preciso confessar algo! Eu estou com medo da reação de vocês e também da Néia. Eu a amo muito e amo vocês também. Eu juro que eu não tive culpa mas o Allan... Allan abusou de mim.
- Como é que é? – Responde Adda.
- Pai, não foi minha culpa eu juro, pai não me bate por favor, e não me expulsa de casa. Pai eu não contei antes pq ele me ameaçava, mas ele mexia comigo todos os dias, ele me tocava, me assediava até que a dois dias atrás ele finalmente me abusou por completo, por isso quando vc chegou eu estava chorando, por isso eu me cortava, por isso eu sou assim tao estranha.
- Filha, meu Deus! Ninguém vai bater nem expulsar vc, ninguém vai ti condenar filha!   Fala Day.
- Mae, eu não sei como a Néia vai reagir, tenho medo de ela não gostar mais de mim.
- Nós vamos denunciar esse vagabundo! Vamos fazer um exame corpo de delito em vc e na sua irmã, e vamos colocar esse desgraçado na cadeia. Filha eu, sua mãe e a Néia ninguém nunca vai desprezar você, nós somos sua família, já ti falei isso! É nosso dever proteger você.
E assim foi feito, Néia ficou chocada ao saber que seu ex esposo abusava de sua irmãzinha. Chaveirinho não se cortou mais, e estava recomeçando sua vida, com ajuda dos pais ela agora não vivia mais trancada em seu mundinho, foi campeã das olimpíadas de Química e Matemática dando muito orgulho para Adda e Day. Está estudando para prestar vestibular pra engenharia assim como seu pai. E foram felizes para sempre.

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